DAMN DARK DAY N'NIGHT

Não tenho muito a dizer, porque às vezes não preciso dizer nada. Deixo vos com um poema do meu adorado irmão.


Não tenho muito a dizer, porque às vezes não preciso dizer nada. Deixo vos com um poema do meu adorado irmão.






A confusão aesthetica

É quando a chuva precisa,
No corpo imundo necessitado
Que vai no adro, coitado, 
O sopro levado na brisa.
A estátua rija, perdida
Dos sons imóveis, esquecida,
Molhada fica erguida
Sem olhos vendo a vida.
Razão de vendados olhos,
Visão eterna esclarecida,
De jogos perdidos no tabuleiros
E cigarros fumados no cinzeiro.
O som da fúria estarrecida,
O vento, imagem confusa
Sobre a passagem difusa,
Na alma solta interdita
Aos versos da natureza falsa
Que são jogados na salsa
Dos corpos encarquilhados
Que agradecem molhados 
A água casual de inverno
Ao Deus que os conduz ao inferno.

João M. Pereirinha [dois versos]
(mais informações sobre o Livro, clica AQUI)
xoxo, v




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@vanessapereirinha